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Rio - Caderno Niterói

ESPORTE - Bolsa Atleta da UFF incentiva e inclui alunos

Universidade investe R$ 400,00 por mês em carreiras de campeões

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O nadador Leonardo Rodrigues Vairo é aluno do 6º período de Segurança Pública e Social (Foto: Divulgação/UFF)

Pouca gente sabe, mas a UFF talvez seja a maior incentivadora de práticas esportivas da cidade. O programa Bolsa Atleta da universidade estimula seus alunos em diversas modalidades. Cada selecionado recebe R$ 400,00 por mês e, com isso, a instituição mantém representantes no xadrez, natação, tênis de mesa, canoa havaiana, judô, taekwondo e jiu-jitsu. O projeto teve início em 2012.

A diretora de apoio acadêmico da UFF Márcia Pinto diz que a iniciativa, além de apoiar os alunos, tem “impacto positivo no combate à evasão escolar”. Ela conta que “mais de 100 universitários já receberam o suporte financeiro da instituição”.

Para participar da seleção o aluno deve se submeter a um concurso que acontece anualmente, promovido pela Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes). Um edital faz o chamado. O candidato deve manter o Coeficiente de Rendimento (CR) acima de seis e estar fazendo o número mínimo de disciplinas obrigatórias de seus cursos. O currículo esportivo, claro, também é importante. Em 2019, houve 15 vagas.

A nadadora Mariana Veloso, estudante de economia, fez parte do programa nos anos de 2015 e 2018. “Foi fundamental para manter a qualidade dos meus treinos”, diz. “Tive a oportunidade de nadar em clubes como Flamengo, Botafogo e Vasco. Entretanto, nenhum deles me despertou tanto apego emocional quanto a UFF”, testemunha.

Leonardo Rodrigues Vairo, também da natação, aluno do 6º período de Segurança Pública e Social, foi bolsista em 2018 e teve renovada a bolsa este ano. “Conseguir o auxílio foi fundamental pra eu continuar nadando. Gosto muito de contar essa história: parei de nadar para entrar na UFF, e depois foi ela que me ajudou a voltar pro esporte”, conta.

Vitor Penalva é atleta paralímpico de tênis de mesa. Graduando em geografia, recebe a bolsa desde 2018. “A bolsa foi essencial desde o início, pois consegui investir em materiais de melhor qualidade. Também ajudou a aprimorar meu jogo, aumentar a quantidade de treinos e a frequência em campeonatos”, garante. Vitor é federado pelo Madureira Esporte Clube, e é o terceiro melhor jogador paralímpico de tênis de mesa do Estado do Rio de Janeiro, o quinto do País. “É mais um estímulo, já que investir em esporte é uma prática cada vez menos comum no Brasil ”, conclui.