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Fundadora do Instituto Incluir receberá a Medalha Tiradentes nesta quarta
Por JB RIO
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Publicado em 11/08/2026 às 22:49
Alterado em 11/08/2026 às 22:49
Carina Alves Foto: divulgação
A fundadora e presidente de honra do Instituto Incluir, Carina Alves, receberá nesta quarta-feira (12) a Medalha Tiradentes, mais alta honraria concedida pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). A homenagem foi proposta pelo deputado estadual Cláudio Caiado, do PSD, e aprovada pelos parlamentares da casa, em reconhecimento à trajetória de Carina na promoção da inclusão, da acessibilidade e da defesa dos direitos das pessoas com deficiência, por meio de projetos sociais desenvolvidos pelo Instituto Incluir.
A cerimônia de entrega será realizada às 13h30, em Jacarepaguá, na sede do Incluir nas Comunidades, um dos projetos desenvolvidos pelo institutor no estado do Rio de Janeiro.
A Medalha Tiradentes é destinada a pessoas e instituições que tenham prestado relevantes serviços ao Estado do Rio de Janeiro, ao Brasil ou à humanidade. A honraria destaca trajetórias de impacto e contribuição para a sociedade nas áreas pública, social, científica, cultural, econômica, jurídica e humanitária.
Atuação dedicada à inclusão em várias frentes
Psicóloga, doutora em Educação pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), cursando pós-doutorado em Ecologia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), escritora, empreendedora social e apaixonada pela natureza, Carina Alves não fica restrita a rótulos que limitem sua atuação. Em todas as atividades, desde o início da vida profissional, os temas da inclusão, dos direitos humanos e da acessibilidade permeiam suas escolhas e atividades.
Natural do Rio de Janeiro e filha de pais mineiros, Carina Alves iniciou sua trajetória como psicóloga. Especializou-se em Psicologia do Esporte e direcionou sua atuação à pessoa com deficiência, com passagens pelo Comitê Paralímpico Brasileiro e pelo Sistema Firjan, onde implementou projetos de natação adaptada e saúde mental voltados aos trabalhadores da indústria.
Com o objetivo de ampliar o impacto de suas iniciativas, fundou o Instituto Incluir, organização do terceiro setor com sede no Rio de Janeiro e atuação em todo o Brasil, cuja missão é promover inclusão, equidade e justiça social. Sua trajetória acadêmica, marcada por um mestrado em Letras, deu origem à série de livros "Literatura Acessível", voltada à sensibilização de crianças e jovens sobre a importância da inclusão.
Com metodologia própria e desenho de acessibilidade – incluindo Libras, Braille, audiodescrição, audiolivro, fonte ampliada, pictogramas e escrita simples –, o "Literatura Acessível" recebeu reconhecimento nacional e internacional. Carina foi finalista (2022 e 2025) e semifinalista (2024) do Prêmio Jabuti e recebeu, em 2022, o Prêmio Confúcio de Alfabetização, concedido pela Unesco em Paris e pelo Governo da China, tornando-se a primeira brasileira a conquistar essa honraria. Em 2024, foi homenageada com a Medalha Chiquinha Gonzaga pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro.
Além da literatura infanto-juvenil, Carina escreve obras voltadas ao público adulto, com três livros de poesia publicados. O mais recente é "Macramê", lançado no último mês de julho na Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty.