Rio

Alerj irá cobrar explicações da Light sobre apagão na Baixada

Requerimento será protocolado pela Comissão de Minas e Energia durante audiência pública que será realizada com a concessionária nesta terça-feira no Palácio Tiradentes

Diversos bairros da área central e da periferia dos municípios de Queimados e de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, ficaram sem luz durante horas no fim da noite do último domingo (28). A falta de energia provocou o fechamento de agências bancárias, escolas, academias, clínicas e do comercio. Bares, restaurantes e shoppings encerraram suas atividades por volta das 21h. Nesta terça-feira (29), a Comissão de Minas e Energia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro irá protocolar um requerimento cobrando explicações da LIGHT a respeito do ocorrido. 

O documento será apresentado pelo presidente da Comissão, o deputado Max Lemos (MDB), durante audiência pública que acontecerá, a partir das 10h, no Palácio Tiradentes. O encontro, que será realizado em parceria com a CPI da energia elétrica em andamento na Casa, irá abordar justamente a qualidade na prestação dos serviços por parte da concessionária, que têm sido alvo constante de reclamação por parte dos consumidores. 

As fortes chuvas, seguidas de ventania causaram estragos nas duas cidades. Só em Queimados, sete árvores caíram, impedindo o acesso e prejudicando o trânsito local. Agentes da Defesa Civil do município atuaram desde a madrugada na retirada dos galhos. Em Nova Iguaçu, as aulas foram suspensas pela manhã e a Câmara Municipal também teve suas atividades canceladas. 

Campeã no ranking entre as empresas mais processadas pelos consumidores no estado do Rio, a Light atende a cerca de 11 milhões de habitantes em 32 municípios do Rio de Janeiro, incluindo a capital. Somente nos primeiros três meses de 2019, a concessionária já teve 16,9 mil ações ajuizadas, de acordo com dados disponibilizados pelo TJ/RJ. A maioria dos processos refere-se a multas aplicadas pela concessionária por supostos “gatos” (furto de energia e adulteração de medidores). No biênio 2017/2018, foram 136 mil ações. 

“Temos recebido diariamente diversas reclamações em nosso gabinete por conta da precariedade dos serviços prestados, além das constantes quedas e oscilações de energia e o aumento excessivo nas contas de luz. Esse apagão, que gerou transtorno para os moradores da Baixada, só comprova que o serviço precisa melhorar. Os questionamentos em relação à Light são absurdos. Só no Tribunal de Justiça, são mais de 100 mil processos tramitando contra a empresa”, concluiu Max Lemos.