Rio

Hotel Glória está destroçado

O Hotel Glória, primeiro cinco estrelas da cidade, projeto neoclássico do arquiteto francês Joseph Gire, agoniza. Localizado na Glória, Zona Sul, foi inaugurado em agosto de 1922, paralelo à Exposição Internacional de 1922. Em 2008, após 86 anos de atividade e 50 anos nas mãos da família de Eduardo Tapajós, o hotel foi vendido ao empresário Eike Batista por R$ 80 milhões. Na época, Eike prometia trazer de volta o "charme dos anos 1920". E mais: pretendia transformá-lo em um seis estrelas, categoria até hoje inexistente no Rio de Janeiro.

Dois anos depois, em 2010, o BNDES anunciou um financiamento de R$ 146,5 milhões para a reforma do hotel, na linha "ProCopa Turismo", voltada à Copa do Mundo de 2014. Só que em 2013, a falência do Grupo EBX, de Eike Batista, paralisou as obras. Apesar de vender o hotel no ano seguinte ao fundo suíço Acron AG, por R$ 500 milhões, faltou ao empresário providenciar os documentos necessários à venda e o negócio não foi adiante.

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As obras, iniciadas há mais de cinco anos, estão estão paradas e o hotel ameaça ruir (Foto: Diário do Rio)

Nisso, as já obras realizadas desmantelaram a estrutura original do projeto e o empresário voltou a vender o hotel, em janeiro de 2016, para o fundo soberano árabe Mubadala, que levou também 29% das ações da OSX, empresa naval do grupo, que estava em recuperação judicial. Os valores não foram revelados e o pior: até hoje o novo proprietário não retomou as obras e a estrutura histórica se aproxima de virar uma ruína.