Rio

Operação contra milícia: cofre tinha R$ 50 mil em espécie e cheques

Escutas telefônicas revelaram poder de ex-capitão do Bope no bando

Com base na documentação apreendida, ontem, pelos agentes da polícia durante a Operação Os Intocáveis, a promotora de Justiça Simone Síbilio, coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ), acredita que tenha ficado comprovada que a organização vinha praticando os crimes de agiotagem, cobrança de taxa ilegal, receptação de carga roubada e venda e locação de imóvel de forma ilegal.

Durante a ação policial, foram apreendidos seis armas de fogo, munição, dinheiro em espécie e farta quantidade de documentação relacionada a venda e locação de imóveis. Havia cheques nominais apreendidos, todos assinados, mais de R$ 50 mil em espécie em um cofre em uma das associações de moradores.

Escritório do crime

“Apreendemos também em torno de 200 folhas de cheques com valores extremamente elevados, além de talões inteiros já preenchidos e assinados, o que comprova o crime de agiotagem que vinha sendo praticado pela organização”, ressaltou a promotora.

Disque-Denúncia

A promotora de Justiça disse que a operação é decorrência de investigações levadas a cabo a partir de ligações dos próprios moradores para o Disque-Denúncia: “Os presos são acusados de prática de extorsão mediante exigência de pagamento de taxas de moradores e comerciantes, cobrança pela utilização das calçadas, agiotagem, grilagem, receptação de carga roubada, porte e posse de arma de fogo e dominação do território de forma violenta”.

Algumas delas derivaram em pedidos de escuta telefônica, que revelaram diálogos que comprometeram diversos integrantes do grupo miliciano. Numa delas, o tesoureiro do grupo fala como um interlocutor sobre um acordo que está sendo feito pelo grupo, e deixa claro o poder do ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega: “O que acontece? Ele vai conversar com o Adriano, que é o Patrãozão, né?”. (Com Agência Brasil)