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Primeira exposição após o incêndio acontece no prédio onde o Museu Nacional funcionava no século 19

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O Museu Nacional inaugurou, ontem, para convidados, e abre hoje ao público, a primeira exposição após o incêndio de setembro, que consumiu sua sede histórica, na Quinta da Boa Vista. A mostra inclui 160 peças do projeto Paleoantar, dedicado a coletar e estudar rochas e fósseis da Antártica. Entre elas, há oito peças que foram resgatadas dos escombros do prédio, além de ossos e réplicas de animais pré-históricos. A iniciativa, apenas quatro meses após a tragédia, tornou-se possível com o convite do Centro Cultural Museu da Casa da Moeda do Brasil, que cedeu duas salas de seu edifício (Praça da República nº 26, Centro), para a exposição das peças. Curiosamente, o prédio foi a primeira sede do Museu Nacional, quando este ainda era denominado de Museu Real, criado em 1818 por Dom João VI.

A exposição, intitulada Quando Nem Tudo Era Gelo - Novas Descobertas no Continente Antártico, busca mostrar que a Antártica nem sempre foi como é hoje e já abrigou florestas de coníferas, com fauna e flores exuberantes e clima bem mais ameno.

A mostra poderá ser visitada gratuitamente nos próximos quatro meses, de terça-feira a sábado, das 10h as 16h, e no domingo, das 10h às 15h. Segundo o diretor do Museu Nacional, o paleontólogo Alexander Kellner, as peças apresentadas são de importância internacional e o objetivo é que outras cidades possam acolhê-las depois de 17 de maio. “Estamos já buscando parceiros para fazer com que a exposição viaje. O Museu Nacional continua vivo. Nós estamos trabalhando”, disse Kellner. (Com Agência Brasil)