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Incêndio leva Fiocruz a exigir plano de contingência à Refit

O incêndio de ontem na Refinaria de Manguinhos (Refit), no bairro homônimo na Zona Norte do Rio de Janeiro, causou grande apreensão à Favela do Arará e à Fundação Oswaldo Cruz, separadas da estrutura de refino de petróleo apenas pelo Canal do Cunha. Chefe de gabinete da presidência da Fiocruz, Valcler Fernandes afirmou que a fundação vai questionar a Refit quanto à existência ou não de um plano de contingência da empresa para proteger não só a Fiocruz como também as favelas do entorno, como a do Arará. “Temos fábricas de vacinas e fármacos próximas à refinaria. E nossos parâmetros de produção exigem medidas de segurança”, disse Fernandes ao JORNAL DO BRASIL. Segundo os Bombeiros, não houve feridos.

O chefe de gabinete também afirmou que moradores da comunidade de Arará chegaram ao desespero ao ver as chamas. “Deixamos em alerta nosso hospital e unidades de saúde. Procurada pelo JB à noite, a assessoria de imprensa da Refit disse que ainda não conseguira contato com a diretoria para comentar a apreensão da Fiocruz.

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Três quartéis de Bombeiros foram acionados para impedir que o fogo que atingiu os caminhões de combustível se alastrasse (Foto: Reprodução da TV Globo)

Em nota, a Refit disse que “abrirá uma sindicância interna para apurar todas as causas que levaram a esse incidente”. Nela, pontuou também que o “fogo ficou limitado à região onde se encontravam os caminhões que estavam descarregando”. Todas as carretas ficaram destruídas. O próprio Refit reconheceu o perigo de que “o fogo se alastrasse para áreas de maior risco, como as áreas de armazenagem e de produção”.

Todas as instalações da refinaria foram evacuadas. De acordo com o Centro de Operações da prefeitura, o sinistro teve início às 13h30. As chamas foram controladas depois de duas horas de trabalho de três quartéis do Corpo de Bombeiros de Benfica, do Caju e do Centro. Trechos da Avenida Brasil e das linhas Amarela e Vermelha ficaram com o trânsito lento devido ao incêndio.

A Refit está em recuperação judicial. Em seu site, diz que a empresa é focada na produção eficiente de combustíveis. Há também uma ênfase ao dizer que a companhia é privada e não estatal, como fica claro nesse trecho de um texto do seu sítio. “Nos últimos 15 anos, entretanto, nosso mercado parecia fadado a ser totalmente dominado pela ineficiência estatal, sem possibilidade de concorrência pela iniciativa privada”.