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Simpósio promovido em parceria pelo JB e o Cebrad discute os desafios para o desenvolvimento do estado

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A parceria do Centro Brasileiro de Estudos e Pesquisas sobre a Democracia (Cebrad), da Uerj, com o JORNAL DO BRASIL já promoveu o simpósio “Desafios e perspectivas do Brasil” na semana passada. Amanhã, no auditório Sergio Sahione Fadel, na Av. Graça Aranha, 416/9º andar, no Centro do Rio, o recorte é mais local. Os palestrantes vão dissertar, assim, sobre os “Desafios e perspectivas do Rio de Janeiro”. Os temas de suas apresentações, em pleno período eleitoral, vêm muito a calhar. Os professores vão passear pela política fluminense, pela máquina pública estadual, pelos controles das finanças, pelos obstáculos econômicos a serem superados, pelo grave momento da segurança pública e pelo conhecimento em prol do desenvolvimento.


A primeira palestra, às 9h20, trata sobre a crise de lideranças no território fluminense. O professor da UFRJ Paulo Baía, também pesquisador do Cebrad, já traz uma síntese no título de sua análise: “As elites políticas do Rio à prova da crise”. Nela, Baía vai abordar desde os governadores opositores ao governo federal aos que eram mais afáveis nas suas relações com a União. Ou seja, Baía vai traçar um perfil da classe política fluminense.


Ainda pela manhã, Bruno Sobral, economista e professor da Faculdade de Ciências Econômicas da UERJ, mostra “A máquina pública do Estado do Rio frente às demandas sociais”. Sobral vai na contracorrente ao se posicionar contra o acordo de Regime de Recuperação Fiscal, assinado entre o governo do estado e o governo federal. Para ele, as polícias sociais devem permanecer.


Nesse sentido, a palestra seguinte faz uma bela tabela com a anterior. Trata-se da abordagem de Cláudio Alfradique, sobre o que ele designa como “Controle e descontroles das finanças públicas no Estado do Rio”. Doutor em ciência política e auditor do Tribunal de Contas do Estado, Alfradique vai trazer os males dos incentivos fiscais e fazer o cálculo, tão controverso, desses incentivos. Seus estudos sobre as contas públicas vão se concentrar em assuntos como o controle fiscal diante das demandas da sociedade.


À partir das 11h, o economista Mauro Osório, presidente do Instituto Pereira Passos, se atém à questão do emprego no Rio. Osório vai expor como o estado pode incrementar grandes eixos econômicos, como a indústria do petróleo, já que existe a perspectiva de aumento do barril do petróleo. Na sequência, a antropóloga, cientista política e especialista em segurança pública da Universidade Federal Fluminense (UFF) Jacqueline Muniz questiona o alto índice de letalidade diante de resultados frágeis da atual política de segurança pública liderada pela intervenção militar.


Por fim, o sociólogo e professor Geraldo Tadeu Monteiro (Cebrad/Uerj) faz palestra com o sugestivo título “O Rio de Janeiro e a economia do conhecimento”. Nela, ele vai discorrer sobre como a rica base instalada de instituições públicas de ensino e pesquisa e os polos tecnológicos podem atrair empresas de inovação, seja com investimentos públicos, seja com recursos privados. Para Monteiro, todo esse potencial pode criar ofertas de serviços.



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