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Rio+20: um compromisso com a sustentabilidade 

Documento final foi destaque da conferência

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Realizada entre os dias 13 a 22 de junho de 2012, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) reuniu mais de 45 mil pessoas, entre chefes de governo e sociedade civil para discutir as evoluções do projeto de desenvolvimento sustentável para o mundo no futuro.

Os 188 Estados-Membros se comprometeram a designar US$ 513 bilhões em projetos de sustentabilidade, parcerias, programas e ações nos próximos dez anos em setores como mudanças climáticas, redução de desastres, transporte, economia verde, energia, proteção ambiental e desertificação.

O documento final da Rio+20, aprovado com fortes divergências entre os líderes que participaram da programação, denominado O Futuro que queremos, indica a pobreza como a maior barreira das nações para alcançarem êxito nos setores econômico, social e ambiental. O relatório destacou também que são necessários: tornar mais forte o Programa da ONU para o Meio Ambiente (Pnuma) e criar uma instituição política que apoie e coordene ações internacionais para o desenvolvimento sustentável.

Também se chegou à conclusão de que a riqueza e o progresso devem ser medidos com índices além do PIB, e que a economia verde pode ser fator importante na diminuição da miséria, na preservação do meio ambiente e no desenvolvimento da Economia.

No decorrer das cerimônias paralelas e oficiais do evento ONGs, grupos da sociedade civil, universidades e empresas acordaram 705 compromissos voluntários para o desenvolvimento sustentável. Entre as atividades extras, ressaltam-se a exposição Humanidades 2012, que trouxe experiências inovadoras para o público e a Cúpula dos Povos, que relembrou diversas discussões sobre os índios. Além disso, uma ação foi anunciada no âmbito governamental: prefeitos das grandes cidades do mundo se comprometeram a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 12%, até 2016, e em 1,3 bilhões de toneladas até 2030.