Crítica: Anjos da noite - O despertar

Difícil falar de Anjos da noite: O despertar. A estreia de hoje me lembra Highlander, onde temos um primeiro filme maravilhoso, e depois assistimos ao Christopher Lambert tentar, sem sucesso, salvar a saga que se perde. 

A saga de Anjos da noite já não era um Highlander, e se perde mais ainda. Os diretores suecos Mans Marlind e Bjorn Stein parecem hipnotizados com a beleza de Kate Beckinsale, e nos apresentam 88 minutos de uma linda mulher em roupas de vinil apertadas e muito "crash boom bang" sem uma estória que justifique tanto tempo. 

A crítica nunca viu com bons olhos os outros filmes da série, mas eu gostei muito dos dois primeiros, Anjos da noite (2004) e Anjos da noite: A evolução (2006). O terceiro, Anjos da noite: A rebelião (2009), viaja no tempo, e perdemos a linda Selene (Kate Beckinsale) e seu romance com Michael (Scott Speedman). Sem o carisma dos primeiros, mas com uma estória bem melhor do que esse quarto filme da saga, o terceiro ainda é melhor do que este.  Estamos falando de um mundo onde vampiros e lobisomens existem e vivem nas sombras em uma  eterna luta de raças. 

No quarto filme da série, temos a volta do casal, sem Scott Speedman e sem a magia da dupla.  Gente, o que estaria fazendo Stephen Rea neste filme? Após 12 anos de cativeiro, Selene (Kate Beckinsale) desperta em um novo mundo onde os humanos caçam os clãs de vampiros e lobisomens como animais selvagens. A única salvação será a união dos clãs na busca por sobrevivência.

A sinopse é curta, e assim deveria ser o filme, que desfila um punhado de cenas de ação e pouca estória. Kate continua linda, mas está sozinha como a estrela do filme e não consegue carregá-lo nas costas. O roteiro é o mais fraco, o visual fashion e dark dos outros filmes se perde um pouco, e termino a sessão com a impressão de que poderia ter sido um epsódio de seriado. Não um filme. 

Ah, o 3D? Não vale. O filme não vale.

Cotação: º (Péssimo)