Crítica: 'Operação presente'

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De um modo bastante original com um tema prá lá de batido, a animação de estreia da Sony Pictures em parceria com o badalado estúdio britânico Aardman Animations de A fuga das galinhas faz do longa de animação Operação presente uma boa pedida para a garotada nesse mês de natal. 

O filme tenta responder a pergunta simples exposta em  uma famosa canção natalina de "...como é que Papai Noel não se esquece de ninguém?". O roteiro então proporciona uma grande aventura cômica quando se descobre que uma criança, por causa de um erro na entrega dos presentes, pode ficar sem ganhar nada do Bom Velhinho.

Daí surge uma família Noel divertidíssima composta de uma velha, atual e nova geração de "Papais Noel", mostrando o passado e o presente de forma crítica na medida certa com um humor também crítico, fazendo rir e emocionar não só as crianças mas também os adultos.

A diretora e também roteirista Sarah Smith deixa bem claro que nem sempre a modernidade e praticidade vão ser bons para todos e nem só de tecnologia vive a imaginação. Filmado em 3D  com os clichês já próprios desse tipo de filmagem tudo funciona  com personagens bastantes carismáticos e bem construídos tendo como destaques  Arthur na voz de James MacAvoy - de X men: Primeira Classe e seu irmão mais velho Steve na voz de Hugh "Doctor House" Laurie , filhos do atual e prestes a se aposentar Papai Noel.

Fora algumas barrigas e um certo alongar nas cenas finais, Operação presente já pode ser considerado um dos melhores filmes de animação lançados nesse ano. Prepare a pipoca.

Cotação: *** (Ótimo)