O balanço final do Pan-Americano de Guadalajara é bastante favorável aos mexicanos. Foi esse o veredicto dado pelo presidente da Organização Desportiva Pan-Americana (Odepa), Mario Vázquez Raña, que elogiou os "grandes Jogos" realizados pela cidade e comemorou a pouca incidência de doping durante o evento.
O domingo serviu para o mexicano Raña conceder uma entrevista coletiva na qual comentou sobre vários assuntos relacionados à maior festa esportiva do continente. Ele disse que "todos sabem" os problemas pelos quais a capital do Estado de Jalisco passou para abrigar o Pan, mas ressaltou que a competição foi "perfeitamente bem organizada".
Como prova de seu reconhecimento aos esforços da cidade, a Odepa concedeu a maior honraria da entidade - a medalha ao mérito batizada com o nome de Mario Vázquez Raña - ao governador de Jalisco, Emilio González Márquez, que também é o presidente do Comitê Organizador dos Jogos (Copag).
O dirigente voltou a afirmar que o evento foi o melhor de toda a história - pelo menos "até agora", como ressaltou. O de 2015 está marcado para Toronto, que fará uma participação especial inclusive na cerimônia de encerramento em Guadalajara, marcada para as 23h55 (de Brasília) deste domingo.
Ele falou ainda sobre os 1.051 testes antidoping aos quais os atletas foram submetidos desde 14 de outubro, data da festa de abertura do Pan. Ao final, apenas um deu positivo: o do canadense Aaron Rathy, que com isso cedeu a medalha de prata ganha no wakeboard para o brasileiro Marcelo Giardi, o Marreco.
Por causa disso, Raña qualificou os Jogos do México como "os mais limpos" de todos os tempos, embora tenha adotado cautela porque ainda faltam alguns resultados de exames a serem conhecidos.