Vencedores dos 10.000 m criticam prova em horário de calor

As provas de atletismo desta quinta-feira nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara exigiram muito da condição física dos velocistas e fundistas presentes. Com sol forte e temperatura elevada, somados à altitude de 1600 m da cidade mexicana, o cenário para as competições prometia desgaste aos competidores e o desmaio de dois atletas jamaicanos nas eliminatórias do revezamento 4x400 m apenas atestou esta situação.

O brasileiro Marílson Gomes dos Santos, vencedor dos 10.000 m no Pan, reconheceu que o desgaste foi maior do que o esperado. Com 25 voltas sob uma temperatura de cerca de 30 graus, Marílson conseguiu conquistar uma medalha de ouro até então inédita. No entanto, reconheceu que o cansaço foi maior que o esperado.

"Eu realmente estava meio apreensivo, devido às condições climáticas, o horário da prova (16h no horário local, 19h de Brasília), a altitude, os adversários com tempos bons. A prova estava bem equilibrada", disse o fundista.

A seu lado, o mexicano Juan Carlos Romero ¿ medalha de prata na prova ¿ criticou o horário da prova, dizendo que competir com temperaturas mais baixas em outro horário seria "benéfico para os atletas". "Se fosse com mais frio, as corridas seriam espetaculares", disse o medalhista de prata.

Apesar da atmosfera desgastante para a prova, Marílson comemorou ter adotado a estratégia correta para vencer em Guadalajara. Para ele, o terceiro lugar de Giovani dos Santos coroou os planos para esta quinta-feira.

"Eu sou bem tranquilo para competir, mas estava bem apreensivo nessa prova. Acabou dando tudo certo no final. Adotei uma tática 'tudo ou nada', e deu tudo certo", comemorou. "Deu certo também para o Giovani. Das três medalhas, conquistamos duas para os brasileiros", completou.