Técnico minimiza "surra" contra EUA e vê Brasil no 2º escalão

Os 13 gols sofridos pela seleção brasileira de poló aquático feminino, aparentemente, não abalaram a confiança do grupo que veio para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara buscar o bronze. O técnico Roberto Chiappini foi o primeiro a reconhecer a superioridade da americanas logo após a partida disputada na tarde desta quarta-feira e vê o Brasil no segundo escalão do esporte.

"A gente está jogando contra um time que é pódio nas Olimpíadas, pódio no campeonato mundial, um dos melhores times do mundo, e nós do Brasil estamos no segundo escalação", afirmou.

Segundo o técnico, o confronto contra os Estados Unidos valeu como uma preparação para alcançar o objetivo maior do grupo que é o bronze, a ser disputado com Cuba após este perder para o Canadá, outra potência no esporte.

"Esse jogo era uma etapa para chegarmos à medalha de bronze, ganhar ritmo de jogo, testar todos os sistemas de defesa e ataque. Vamos sempre cair frente essas grandes potências, e no mesmo erro, que é o poder ofensivo. Defendemos bem, temos um bom volume de jogo bom, a gente aguenta o ritmo delas, mas ofensivamente, a gente fica muito a dever para uma equipe desse nível", disse o técnico Roberto e pai da atleta Izabella.

Assim como o Brasil, a seleção de Cuba passou por uma renovação, mas de acordo com o técnico, é a mesma escola de sempre. A goleira Tess de Oliveira também vê como positivo essa mesma escola em um clássico que ocorre desde 1999.

"Cuba joga sempre no mesmo estilo, mesmo porque elas não saem muito de Cuba e não tem uma renovação muito grande (do estilo). Elas estão do mesmo jeito, com a mesma força", disse Tess, que esteve na disputa pelo bronze em 2007, no Rio, quando o Brasil perdeu, e em 2003 em San Domigos, quando o grupo saiu vitorioso.

A irmã gêmea de Tess, Catherine, disse que a derrota não abalou a confiança do time, que de fato parecia bastante tranquilo após o jogo. "Nós perdemos para elas em 2007, então queremos revanche, e estamos preparadas neste ano para isso", afirmou.

Roberto Chiappini explicou que o time veio para três partidas: "México, time da casa, difícil, pois importou algumas americanas com dupla nacionalidade; Venezuela, que era obrigação nossa vencer e fomos bem, e a disputa da melhada com Cuba, então está tudo dentro do planejado".

Após uma disputa duríssima com o Canadá e lágrimas de algumas jogadoras com a derrota, Cuba enfrenta o Brasil na próxima sexta-feira no Centro Aquático de Scotiabank às 15h30, 18h30 pelo horário de Brasília.