POLÍTICA

Chanceler de Lula toma posse e projeta busca por 'intenso protagonismo internacional' do Brasil

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Por POLÍTICA JB
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Publicado em 03/01/2023 às 08:42

Alterado em 03/01/2023 às 08:42

O chanceler Mauro Vieira Valter Campanato/Agência Brasil

O novo chanceler brasileiro, Mauro Vieira, tomou posse, nessa segunda-feira (2), na chefia do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. Em seu discurso de inauguração, Vieira prometeu um "intenso protagonismo do Brasil', ênfase na América do Sul e na questão climática, e retorno ao Pacto das Migrações da ONU.

Em cerimônia de posse com a presença de seu antecessor, Carlos França, o agora chefe da diplomacia brasileira apontou que a política externa do governo Lula pretende colocar o Brasil em destaque no âmbito internacional.

"Quero convidar a todos a unir-se em torno desse grande projeto de política externa do presidente Lula, que há de trazer o Brasil de volta a um intenso protagonismo internacional, para que todos os brasileiros voltem a orgulhar-se do seu país", declarou o chanceler de Lula, salientando a presença de uma "política externa vigorosa" durante sua gestão.

Vieira acrescentou que tem uma ampla tarefa pela frente que irá "para muito além" do Ministério das Relações Exteriores e buscará auxiliar o governo com "políticas públicas brasileiras em matéria de crescimento econômico, meio ambiente, agricultura, educação, cultura, ciência, tecnologia e inovação, direitos humanos, desenvolvimento social e defesa".

O chanceler prometeu uma "forte retomada da diplomacia presidencial", a recomposição das relações bilaterais danificadas", e a retomada do "protagonismo construtivo nos foros internacionais", além de garantir o imediato retorno do Brasil ao Pacto Global de Migrações da Organização das Nações Unidas (ONU), cancelado pelo governo anterior.

O chanceler prometeu uma "forte retomada da diplomacia presidencial", a recomposição das relações bilaterais danificadas", e a retomada do "protagonismo construtivo nos foros internacionais", além de garantir o imediato retorno do Brasil ao Pacto Global de Migrações da Organização das Nações Unidas (ONU), cancelado pelo governo anterior.

Em relação à região, Vieira garantiu que a "ideologia" do governo será a da "integração".

"O Brasil precisa reassumir a sua identidade de grande país sul-americano e em desenvolvimento, restabelecer a confiança na relação com nossos vizinhos e voltar a atuar como um país com interesses globais", disse.

Vieira também comentou sobre a relação com China e Estados Unidos. Sobre Pequim, o chanceler brasileiro prometeu a busca de novas áreas de cooperação em temas como clima, ciência, tecnologia, inovação e comércio. Já em relação a Washington, o chefe do Itamaraty falou em "dinamizar o relacionamento econômico e atrais investimentos".

O ex-ministro França também discursou, elogiou Vieira como "profissional experiente" e defendeu sua passagem pelo Itamaraty por ações nas áreas ambiental, sanitária e econômica. O ex-chanceler, que teceu elogios ao ex-presidente Jair Bolsonaro, também exaltou o diálogo como "o método por excelência da política externa". (com Agência Brasil)

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