Rodovias terão maior controle para evitar fuga de criminosos do Rio, diz ministro

O ministro da Justiça, Torquato Jardim, declarou nesta quinta-feira (22) que uma das medidas para evitar que os criminosos cariocas fujam, devido à intervenção militar, para os estados que fazem divisa com o Rio de Janeiro (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais) é o aumento do controle nas rodovias. Jardim disse que as polícias rodoviárias estadual e federal poderão agir em conjunto em vias estratégicas como a Fernão Dias e Dutra. 

A decisão foi tomada em reunião hoje, na capital paulista, entre o ministro e os secretários de Segurança de São Paulo, Mágino Alves Filho, do Espírito Santo, André Garcia, e de Minas Gerais, Sérgio Barboza Menezes. Os secretários ressaltaram que a iniciativa é apenas preventiva, já que repressões ao tráfico de drogas em situações anteriores no Rio não provocaram fuga para esses estados. 

No encontro de hoje, que durou cerca de duas horas, foi estabelecido um protocolo de intenções, com medidas que ainda serão implementadas. Segundo o ministro, haverá cooperação política, financeira e operacional entre os estados e a União. “A eficiência será maior se trabalharmos todos juntos”, declarou Jardim.  

Jardim anunciou a formação da ação integrada entre os Estados de São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais para precaução a "eventuais e muito prováveis" consequências da intervenção federal.

Além disso, Jardim não descartou que haja ações de precaução em outros Estados, além daqueles que fazem divisa com o Rio. "Se a marola, a onda, virar tsunami, vamos realizar reuniões em tantos Estados e Regiões quanto se fizer necessário", disse o ministro.

As fronteiras com Argentina, Paraguai, Bolívia, Colômbia e Peru terão reforço na segurança para evitar a entrada no país de drogas e também de munição. Em São Paulo, o secretário Mágino Alves garantiu que a operação na divisa não implicará em aumento de custos. Segundo ele, a polícia paulista não detectou anormalidades no quadro de segurança em virtude das recentes mortes de lideranças e da condenação do líder do PCC, o Marcola. “Nos presídios, o clima é de absoluta tranquilidade. Não há motivo para receio em relação a essas mortes e condenação”, declarou.

Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo