O prefeito de Salvador, ACM Neto, do Democratas, disse nesta terça-feira (5) que não pretende ser vice de Geraldo Ackmin (PSDB) em eventual candidatura presidencial e que Jair Bolsonaro (PSC) deve perder votos para um nome de centro. No evento Tom Brasil da revista IstoÉ, em São Paulo, Neto afirmou que não é sua "prioridade" apoiar o atual governador de São Paulo para 2018, e sim lançar candidato próprio.
"Alckmin tem legitimidade, o que não quer dizer que vai ter o nosso apoio ou dos outros partidos que compõem a base do governo", disse o prefeito acrescentando que o DEM tem conversado com outras figuras, sem antecipar quem.
Sobre Bolsonaro, segundo colocado na última pesquisa Datafolha, divulgada este mês, Neto apostou que a tendência é perder apoio entre o eleitorado. "Ele é depositário de parcela que não vai ficar com ele até o fim, que vai migrar para um candidato, eu diria, mais equilibrado de centro. Não concordo, mas tenho que respeitar porque não trabalho com censura", completou.
Por fim, ACM Neto criticou o governo Temer, e afirmou que vê "cenário de vitória eleitoral de projeto que seja contrário às reformas". "O governo erra ao dar importância que está dando à reforma da Previdência. Se puder aprovar, ótimo. Se não, precisa reconhecer os passos que já foram dados.", acrescentou.
Em 2017, Antônio Carlos Peixoto de Magalhães Neto, ACM Neto (DEM), foi eleito o prefeito mais bem avaliado entre as 26 capitais do País. Seu primeiro cargo público foi de assessor da Secretaria de Educação da Bahia.
Neto recebeu na noite desta terça, no Tom Brasil, o prêmio Brasileiro do Ano na categoria política. “Recebi com muita alegria a notícia. Ser escolhido como político é uma alegria, ainda mais neste momento pelo qual passa a política. Salvador, nossa cidade, ainda é marcada pela pobreza. Temos procurado fazer a nossa parte. Sobretudo partindo do princípio que governar não é ficar preso em um gabinete. É transformar o sentimento das pessoas em decisão de governo. O prêmio é muito menos para mim mas mais para os três milhões se soteropolitanos que confiaram em mim. A partir desta crise precisamos aprender muito”, afirmou.