O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, afirmou na manhã desta segunda-feira (12) que, no julgamento da chapa Dilma-Temer, do qual fez parte como ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ele se posicionou pensando "no que era melhor para o Brasil". Fux votou com o relator Herman Benjamim, pela cassação da chapa, assim como a ministra Rosa Weber. Votaram contra os ministros Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira, Napoleão Nunes Maia Filho e o presidente do TSE, Gilmar Mendes.
“Não disputei vaidades, pensei no que era melhor para o Brasil”, disse o ministro, que participava do evento dirigido a empresários e representantes do mercado financeiro, “Brasil Futuro - Direito, Economia e Desenvolvimento”, em São Paulo. Ele acrescentou: "Se hoje o STF me submetesse a essa questão, eu julgaria da mesma maneira.”
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“Eu não consegui me curvar à ideia de que o que estava sendo discutido no Tribunal, uma questão de fundo seríssima, utilizando-se de um artifício: 'não, não, isso não estava na ação'”, criticou o ministro. O julgamento foi marcado por debates sobre a inclusão ou não das delações da Odebrecht e dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura.
Ao final de sua participação no evento, Fux se voltou para a plateia e disse: “Os senhores podem estar certos de que o Judiciário não faltará ao Brasil nestes momentos de dor. O Judiciário vai levar o Brasil ao porto, e não ao naufrágio”.