Massacre no Pará: Senador alerta para retomada de conflitos agrários

O senador Paulo Rocha (PT-PA) comentou, nesta quinta-feira (25), o assassinato de 10 trabalhadores rurais na região sul do Pará, na quarta-feira (24). O crime é o maior registrado desde a chacina de Eldorado dos Carajás, em 1996. A retomada dos conflitos de terra no país foi alvo de protestos feitos pelo parlamentar.

"É impressionante que os governantes utilizem os mesmos métodos violentos para proteger o latifúndio. Os policiais tinham ordem de prisão e não de execução. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) já deslocaram advogados para o local para apurar os fatos", informou Rocha.

Em aparte, os senadores Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ) se solidarizaram com as famílias das vítimas. Tanto Gleisi quanto Lindbergh creditaram esse recrudescimento da violência no campo a uma postura de repressão aos movimentos sociais por parte do governo Michel Temer.

"Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), foram registrados 61 assassinatos em conflitos no campo em 2016. Em 2015, foram 50 assassinatos, um aumento de 22%", revelou Lindbergh.

Para o senador José Medeiros (PSD-MT), a violência no campo só vai terminar se houver uma solução para os processos de regularização fundiária.

Com Agência Senado