Relação ruim com assessores de Dilma fez Odebrecht se aproximar de Cunha

Um dos delatores da Odebrecht, o ex-executivo Henrique Valladares afirmou aos procuradores da Operação Lava Jato e ao Ministério Público Federal que a empreiteira se aproximou do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB) em 2008, diante do relacionamento ruim com assessores de Dilma Rousseff quando a ex-presidente ainda era ministra-chefe da Casa Civil do governo Lula.

À época, a Odebrecht, conforme relatou o executivo, estava interessada na licitação da obra da Usina Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, e, sem diálogo com Erenice Guerra e Valter Cardeal, assessores de Dilma, se aproximou de Cunha para que ele interferisse na disputa e favorecesse a empreiteira.

O delator afirma que Eduardo Cunha e deputados da bancada do PMDB receberam R$ 20 milhões em propina para ajudar a Odebrecht a ganhar a licitação. Henrique Valladares contou, ainda, que os senadores Aécio Neves (PSDB), Edison Lobão (PMDB) e o deputado federal Sandro Mabel também se beneficiaram para atuar em lobby pela empreiteira.