Odebrecht cita R$ 451 mi em pagamentos a políticos

A maior parte do valor foi para garantir obras e contratos

Os 76 inquéritos abertos no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ministro Edson Fachin por conta das delações premiadas da Odebrecht envolvem o pagamento de R$ 451 milhões a políticos de diversos escalões.

Segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", delatores ligados à empreiteira dizem que foram repassados R$ 224 milhões em troca de obras e contratos com governos federal, estaduais e municipais e R$ 170 milhões por medidas provisórias e emendas parlamentares que beneficiassem a empresa. Os R$ 57 milhões restantes não foram especificados.

Em troca de uma MP favorável à Braskem, companhia do Grupo Odebrecht, a empreiteira teria dado R$ 150 milhões para as campanhas de Dilma Rousseff, e distribuído R$ 4 milhões entre os senadores Romero Jucá e Renan Calheiros, ambos do PMDB, e R$ 2 milhões ao senador Eunício Oliveira (PMDB) e aos deputados Lúcio Vieira Lima (PMDB) e Rodrigo Maia (DEM).

Pela obra da usina Santo Antônio, em Rondônia, teriam sido repartidos R$ 50 milhões entre Jucá e os deputados Arlindo Chinaglia (PT), Sandro Mabel (PMDB) e Eduardo Cunha (PMDB). Em São Paulo, contratos de obras viárias teriam sido recompensados com pagamentos ao senador José Serra e ao ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, totalizando R$ 36 milhões.