Crise penitenciária no país é "drama infernal", diz Michel Temer

O presidente Michel Temer disse nesta quarta-feira (18) que a crise que já provocou dezenas de mortes nas penitenciárias do país é um "drama infernal" e comemorou o "diálogo muito produtivo" para levar as Forças Armadas aos presídios em operações  para detectar objetos como celulares, facas, explosivos, armas, barras de ferro e munição.

"Pela primeira vez, em um drama infernal que ocorre hoje nas penitenciárias do país, tivemos um diálogo muito produtivo com setores de Defesa e as Forças Armadas se dispuseram a fazer as inspeções nos presídios. Elas têm uma grande credibilidade e uma grande autoridade. Não terão contato com os presos, mas terão a possibilidade da inspeção em todos os presídios", disse Temer, durante o lançamento do programa Empreender Mais Simples: menos burocracia, mais crédito.

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Nesta quarta-feira (18), o ministro da Defesa, Raul Jungmann, afirmou que inicialmente mil homens das Forças Armadas vão participar das operações em presídios e que o número de agentes pode aumentar, dependendo dos pedidos de governadores. "A previsão inicial é em torno de mil homens e cerca de 30 equipes. Como atuamos a partir de demanda, esse número pode vir a crescer", disse Jungmann, acrescentando que o orçamento inicial previsto é de R$ 10 milhões. 

O ministro afirmou também que as Forças Armadas estarão prontas para das início às operações em oito ou dez dias. "Nós estaremos em condições operacionais, não é que iniciemos [as operações], mas dentro de oito ou dez dias estaremos, em termos operacionais, prontos", afirmou.

Jungmann reforçou, contudo, que a medida não dará um fim à crise carcerária nem impedirá novas rebeliões. "Nós não temos a menor ilusão ou pretensão de que apenas um esforço de maior qualidade que será feito, como sempre é feito pelas Forças Armadas, venha a debelar ou resolver essa questão, mas contribui de uma forma extremamente positiva", afirmou, acrescentando: "O que nós estamos contribuindo é para que se reduza a possibilidade [de novas rebeliões] e também reduzir a letalidade, essa tragédia que nós estamos observando. Mas é preciso o concurso das polícias, do Ministério Público, da Justiça, enfim, para que a gente possa superar esse tipo de situação. O que as Forças Armadas estão dando é a sua contribuição, diga-se de passagem, uma contribuição que vai além da sua principal tarefa, que é a defesa da pátria".

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