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'El País': Brasil derruba pivô do impeachment de Dilma 

Reportagem afirma que Cunha é alvo de 2 processos no STF e perdeu foro privilegiado

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Matéria publicada nesta terça-feira (13) pelo jornal espanhol El País conta que o destino de Eduardo Cunha foi decidido na noite de segunda-feira (12) após meses de protelação. 

A reportagem diz que a Câmara dos Deputados cassou por 450 votos a 10 (e 9 abstenções), o mandato do acusado de mentir à CPI da Petrobras ao dizer que não tinha contas no exterior. 

El País destaca que Eduardo Cunha era alvo de dois processos no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta ligação com o esquema de corrupção na Petrobras — sem foro privilegiado, passará a responder pelas acusações na primeira instância — e já estava afastado do cargo desde maio, por decisão da mesma corte. O deputado nega as acusações, que envolvem também sua mulher, Cláudia Cruz, e a filha Danielle. 

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O jornal acrescenta que Eduardo Cunha  por muito tempo se vangloriava de ter sua própria bancada, que o alçou à presidência da Câmara em 2015. Era um baixo clero com mais de cem aliados de diversos partidos juntamente com seus correligionários e colegas que fez ao longo de quatro mandatos consecutivos e alegadas estratégias conjuntas para arrecadar fundos de campanha. Por isso, a cena que se via no plenário da Câmara dos Deputados que o cassou nesta segunda-feira era, até alguns meses atrás, inimaginável: Cunha quase unanimemente abandonado. Com exceção de Carlos Marun (PMDB-MS) e de Edson Moreira (PR-MG) - dois parlamentares em primeiro mandato que se tornaram quase guarda-costas dele -, pouquíssimos se aproximavam do ex-presidente da Casa. Apenas esses dois discursaram em sua defesa.