'Não esperem de mim o silêncio dos covardes', diz Dilma. Acompanhe

Presidente afastada citou "golpe" e chamou governo interino de 'usurpador'

A presidente afastada Dilma Rousseff fez seu discurso de defesa no Senado em seu julgamento do impeachment, nesta segunda-feira (29).

"Ao exercer a Presidência, respeitei fielmente o compromisso que assumi perante a nação e me orgulho disso. Sempre acreditei na democracia e no estado de direito. Jamais praticaria atos contrários àqueles que me elegeram", disse a mandatária afastada. 

"Nessa jornada do impeachment, me aproximei ainda mais do povo e ouvi também críticas duras a meu governo a erros que foram cometidos e políticas que não foram adotas. Acolho criticas com humildade. Como todos, cometo erros. Entre meus defeitos, não está deslealdade e covardia", ressaltou. "Por isso, diante das acusações, não posso deixar de sentir na boca novamente o gosto áspero e amargo da injustiça. Por isso, como no passado resisto. Não esperem de mim o silêncio dos covardes, disse ainda Dilma. 

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Durante seu discurso, Dilma Rousseff afirmou ainda que seu governo é alvo de um "golpe constitucional". “Um golpe que, se consumado, resultará na eleição de um governo indireto e usurpador. A eleição indireta de um governo que na sua interinidade não tem mulheres nos ministérios  quando o povo nas urnas escolheu uma mulher para comandar o pais. Um governo que dispensa negros na sua composição ministerial e revelou profundo desprezo pelo programa escolhido e aprovado pelo povo em 2014”, disse Dilma.

A presidente afastada citou ainda algumas decisões legislativas tomadas durante o governo interino de Michel Temer e destacou que "a ameaça mais assustadora é congelar por inacreditáveis 20 anos as despesas com saúde, educação, saneamento e habitação". 

Em sua defesa técnica, Dilma afirmou que não desrespeitou o Congresso - como argumenta a acusação.

"Ao editar decretos de crédito suplementar, agi em conformidade com a legislação vigente. O Congresso não foi desrespeitado", disse sobre as chamadas "pedaladas fiscais".

Já sobre o Plano Safra, a mandatária afirmou que a Presidência "não pratica ato em relação ao Plano Safra. Parece óbvio q não seja acusada por ato inexistente". 

Com Ansa

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