Mulher de João Santana pede a Moro para deixar prisão preventiva

Decisão pode beneficiar também publicitário de campanha petista

A defesa de Mônica Moura, mulher do publicitário João Santana, peticionou ao juiz federal Sérgio Moro, coordenador da Lava Jato, a revogação de sua prisão preventiva, de acordo com informações do site O Antagonista. Para o advogado Juliano Prestes, as razões apresentadas pelo MPF para manter a prisão já não existem. Caberá a Moro acreditar na alegação de caixa 2. Se der certo, João Santana também vai pedir para sair.

Mônica Moura e o marqueteiro João Santana admitiram, na semana passada, em depoimento de delação premiada, que erraram ao aceitar pagamento por meio de caixa dois, mas que a prática é comum em campanhas eleitorais no país.

"Se todos que já foram remunerados com caixa 2 no Brasil fossem tratados com o mesmo rigor que eu, era para estar aqui, atrás de mim, uma fila de pessoas que chegaria a Brasília. Uma muralha humana capaz de concorrer com a muralha da China. Capaz de ser fotografada por qualquer satélite que orbita em torno da terra.Mas estaria eu aqui a defender o caixa 2? Jamais!", afirmou Santana, em delação.

Santana e Mônica disseram ter recebido dinheiro de caixa dois para a campanha eleitoral de 2010 da presidente afastada Dilma Rousseff. O total do valor chega a R$ 4,5 milhões. De acordo com Mônica, trabalho na eleição foi concluído, mas a campanha não pagou tudo o que devia. Ainda segundo ela, o casal fez cobranças insistentes ao PT. Em 2013, Mônica e João Santana foram chamados pelo então tesoureiro do partido, João Vaccari Neto, que os orientou a procurar Zwi Skorniki, que tinha negócios com a Petrobras e faria os pagamentos. De dez parcelas, nove foram pagas em uma conta não declarada no exterior.

Ainda no depoimento, Santana afirmou que tinha conhecimento sobre o modo como a dívida estava sendo saldada. O casal afirmou que não sabia que Zwi tinha contratos com a Petrobras nem que os recursos poderiam ser fruto de propina. A presidente Dilma Rousseff não foi mencionada no depoimento, assim como não houve citação a qualquer integrante da coordenação da campanha de 2010.

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