'Stratfor': Quando a corrupção já não é mais tolerável no Brasil

Artigo fala sobre o lema de Ademar de Barros “rouba, mas faz”

Texto publicada nesta sexta-feira pela agência internacional de inteligência Stratfor, fala sobre a corrupção na política brasileira, que ao longo das últimas décadas parece estar presente na maioria dos governos e partidos. O artigo refere-se a frase "lema" de Ademar de Barros, ex-governador de São Paulo,  que dizia que uma das “tradições” da política brasileira é a do “rouba, mas faz”.

> > > Stratfor When Corruption Is No Longer Tolerable in Brazil

A frase, historicamente associada com Ademar de Barros, há mais de 50 anos refere-se ao governante que enfrenta denúncias de corrupção ao longo do mandato, mas é querido pelo povo por causa das obras que realiza . Mas nos últimos dois anos, a tolerância por parte dos cidadãos do Brasil e seu sistema de justiça falho contra a corrupção diminuiu drasticamente. Nos últimos seis meses, a presidente afastada Dilma Rousseff, seu mentor político, Luiz Inácio Lula da Silva, e até mesmo a candidata presidencial Marina Silva foram acusados de atos corruptos ou impropriedades legais.

A acusação mais recentes de irregularidades surgiram quarta-feira (15) em uma delação feita pelo ex-presidente da Transpetro, subsidiária da gigante Petrobras, que está no centro de uma grande investigação de corrupção no país. Sergio Machado, o delator, alega que o sucessor interino de Dilma, Michel Temer, aceitou uma doação ilegal em 2012, em nome da campanha para prefeito de um membro de seu partido, através da Petrobras e da empreiteira Queiroz Galvão. Esta alegação, embora não seja uma queixa criminal, poderia influenciar significativamente a política interna do Brasil ao longo dos próximos meses.

A acusação contra Temer lança um elemento extra de incerteza sobre a crise política brasileira. No mínimo, Temer terá de se defender de uma alegação de corrupção, que poderia evoluir para um risco real da sua presidência. Quando ele chegou ao poder ha um pouco mais de um mês, foi considerado como alguém que poderia guiar o Brasil do passado com o escândalo Petrobras para uma nação com capacidade de se recuperar economicamente e politicamente. Mas em vez disso, o inquérito enlaçado ele.


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