O presidente Raimundo Lira (PMDB-PB) abriu, na manhã desta quinta-feira (2), a reunião da Comissão do Impeachment. Na pauta, o plano de trabalho do relator Antonio Anastasia (PSDB-MG). Senadores devem discutir também a votação de requerimentos.
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Cardozo entrega no Senado a defesa de Dilma sobre impeachment
O ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, entregou na noite desta quarta-feira (1º) à Secretaria-Geral da Mesa do Senado a defesa da presidente afastada Dilma Rousseff no processo de impeachment que tramita na Casa e deverá ser apreciado pelo plenário ainda este ano. O documento tem 370 páginas e hoje (1º) termina o prazo para a entrega da defesa de Dilma ao Senado.
Conforme antecipado pela defesa, o documento inclui a gravação da conversa entre o senador Romero Jucá (PMDB-RR) e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Na gravação, Jucá, que deixou o Ministério do Planejamento do governo interino de Michel Temer logo após a divulgação do conteúdo, afirma que o impeachment de Dilma é a única forma de "estancar a sangria" da Lava Jato.
Cardozo argumenta que o objetivo do impeachment não era a punição pelas chamadas "pedaladas fiscais", mas a tentativa de parar as investigações da Lava Jato, que envolvem diversos nomes do PMDB de Temer, Eduardo Cunha e Jucá. O advogado de Dilma afirma, ainda, que o processo contra a presidente é fruto de vingança do presidente afastado da Câmara deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em retaliação à recusa de deputados do PT de absolvê-lo no processo de cassação de mandato no Conselho de Ética.