Lindbergh Farias ataca Temer, Aécio e promete dura oposição

Em seu contundente pronunciamento no plenário do Senado, durante sessão de votação da admissibilidade do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, na madrugada desta quinta-feira (12), o senador Lindbergh Farias (PR-RJ) atacou o vice-presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e reforçou que fará uma dura oposição contra o governo que deve assumir a presidência nesta quinta-feira.

"As elites brasileiras nunca tiveram compromisso democrático e isso é provado pela história", afirmou Lindbergh. Entre os exemplos, lembrou  da frase do jornalista Carlos Lacerda sobre Getúlio Vargas: "Não pode ser candidato. Se for, não pode ser eleito. Se eleito, não pode tomar posse. Se tomar posse, não pode governar".

Outro caso, segundo o senador do PT do Rio de Janeiro foi quando em 2 de abril de 1964,  o então presidente do Senado, Auro de Moura Andrade, declarou vaga a Presidência da República, apesar de o presidente João Goulart estar no Brasil.

Lindbergh Farias reforçou que o processo de impeachment não passa de um "golpe parlamentar" e para ele, o maior derrotado nesse episódio é o PSDB.

"É o maior derrotado. O senador Aécio, em julho, tinha 35% das intenções de voto. Agora tem 17%. Eles não tiveram coragem e altivez de demarcar campo com aqueles que defendiam a intervenção militar. Ficaram de braços dados com Bolsonaro", analisou Lindbergh.

Ao declarar seu voto contra a admissibilidade do processo de impeachment, Lindbergh afirmou que não se reconhecerá “um governo fruto de golpe”, comandado por Michel Temer, e que acredita que o peemedebista não permanecerá muito tempo como presidente, pois os próprios senadores mudarão seus votos no julgamento definitivo para tirá-lo do cargo.

“Não demorará. Daqui a três ou quatro meses, vamos colocar o governo Temer, esse impostor, para fora do Palácio do Planalto”. O senador apelou aos colegas para que “não se enganem”, pois o processo atual passará para a história “como um golpe parlamentar. Não manchem suas biografias”

Lindbergh atacou ainda os veículos de mídia e o PSDB, que em sua opinião, será “sócio minoritário do governo fracassado que será de Michel Temer”.