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'Clarín': Brasil e Argentina, momentos opostos e uma preocupação similar

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Matéria publicada nesta segunda-feira (25) no Clarín, comenta que na semana passada, o presidente Macri ligou para a colega brasileira após a votação  que aprovou o encaminhamento do processo de impeachment da presidente. A informação sobre o telefonema foi dada pelo ministro-chefe de gabinete da Presidência Marcos Peña durante entrevista à imprensa.

“O Brasil é nosso vizinho e aliado estratégico, por isso estamos monitorando (a crise brasileira) com uma postura de profundo respeito”, disse Peña.  

Segundo a reportagem do jornal argentino, nos bastidores do governo cresce a preocupação com o destino político brasileiro. O Brasil é o principal parceiro político e comercial da Argentina. A expectativa é que o Senado vote pela instauração ou não do impeachment da presidente, no mês de maio. Levantamentos feitos pela imprensa brasileira indicam, até o momento, que o impeachment pode ser aprovado. A presidente Dilma tem reiterado que não renunciará e que o processo é um “golpe”.

O diário conta que seu vice e agora seu inimigo Michel Temer tem feito articulações públicas para formar seu hipotético governo, que tem a simpatia de setores empresariais como foi demonstrado neste domingo (24) na reunião  com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e com o senador, ex-ministro da Saúde e ex-governador de Sao Paulo, José Serra, no Palácio do Jaburu (a residência oficial do vice, em Brasília).

Clarín destaca no texto que, com eleições municipais este ano e presidenciais, oficialmente, em 2018, o Brasil vive período antagônico ao da Argentina. Fatos como a polarização das ruas - os que pedem, de verde e amarelo, a saída da presidente, os que clamam, de vermelho, por sua continuidade -, e os que defendem eleições antecipadas em nada se parecem hoje ao ambiente político na Argentina.

O jornal descreve que políticos e analistas argentinos observam atentamente o que está acontecendo no Brasil para encontrar paralelos, como um caso de recursos questionados de obras públicas ou distanciamento com a turbulência brasileira, já que Macri acaba de assumir e tem um governo inteiro pela frente.

Clarín lembra que Mauricio Macri assumiu a Presidência há pouco mais de quatro meses, em dezembro passado , como Dilma, com margem de votos apertada para seu opositor. Nos últimos dias, Macri viu sua popularidade encolher levemente após as primeiras medidas de ajuste fiscal (aumento de entre 100% a 440% dos serviços públicos, como luz, ônibus e trens) e ele agora vive dois mundos.

Nestes dois mundos de Macri, finaliza o colunista de Clarín, está a “glória” da Argentina ter saído na sexta-feira (22), oficialmente, do calote em que se meteu em dezembro de 2001 e a preocupação com a insatisfação popular. A imagem positiva de Macri que tinha superado os 50% depois da posse, retrocedeu, ficando em 42%,segundo a consultoria Management & Fit, autora da pesquisa publicada no Clarín.