Partidos médios preocupam governo em votação de impeachment na Câmara

Indecisão foi detectada entre deputados do PR, PSD e PP

A menos de uma semana do início da votação do processo de impeachment no Plenário da Câmara dos Deputados, a incerteza sobre a orientação dos votos de partidos médios da base aliada preocupa o Palácio do Planalto.

Em projeções do início da semana, o governo contabilizava 220 votos favoráveis ao arquivamento do processo. Ao longo da semana, interlocutores do Executivo admitiam que o número havia passado para 216. Agora, já se falam em 196 votos garantidos para a presidente Dilma Rousseff. Para afastar o risco de impedimento, são necessários 172 votos.

Nesta segunda-feira (11), a decisão do deputado Maurício Quintella de deixar a liderança de bancada do PR para articular o voto contra Dilma deixou o Planalto mais desnorteado. No PR, comenta-se que cerca de 70% da bancada de 40 parlamentares votarão contra a presidente.

A situação dramática se repete também no PP. Na semana passada, o presidente da sigla, senador Ciro Nogueira, havia declarado que a bancada na Câmara (de 48 deputados) havia fechado com Dilma e contra o impeachment. Nesta terça (12), porém, o partido voltou a se reunir para rever a decisão. O PSD, do ministro Gilberto Kassab, é outro que também deve liberar o voto da bancada.

Nos próximos dias, o governo e a oposição travarão uma batalha de convencimento de deputados que estão indecisos ou não estão se pronunciando a respeito da orientação do voto. Para que o processo siga para o Senado, são necessários 2/3 dos 513 votos em Plenário (342 votos).

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