Gim Argello é preso em 28ª fase da Operação Lava Jato

Polícia Federal deu início  a diligências da Vitoria De Pirro, em dois estados e no DF

A Polícia Federal deu início na manhã desta terça-feira (12) a diligências da 28ª fase da Operação Lava Jato, chamada Operação Vitoria De Pirro, nos municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, Taguatinga e Brasília. O ex-senador do Distrito Federal Gim Argello (PTB) foi preso preventivamente, e dois de seus assessores tiveram prisão temporária. O escritório da OAS, em São Paulo, e o escritório da Invepar no Rio, concessionária responsável pela gestão do aeroporto internacional de Guarulhos e do metrô do Rio, são alguns dos alvos dos mandados de busca e apreensão. A OAS tem participação de 24,4% na Invepar.

Em nota à imprensa, a PF informa que as investigações apuram "fortes indícios de que destacado integrante teria atuado de forma incisiva para evitar a convocação de empreiteiros para prestarem depoimento", cobrando pagamentos indevidos, travestidos de doações eleitorais oficiais em favor dos partidos de sua base de sustentação.

Cerca de 100 policiais federais cumprem 21 ordens judiciais: 14 mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e quatro mandados de condução coercitiva. Os fatos investigados nesta fase apuram a prática dos crimes de concussão, corrupção ativa, associação criminosa e lavagem de dinheiro. 

Os presos são encaminhados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, e os conduzidos para depoimentos são ouvidos nas respectivas cidades onde forem localizados. 

A Polícia Federal aponta que o nome Vitória De Pirro remete à "expressão histórica que representa uma vitória obtida mediante alto custo, popularmente adotada para vitórias consideradas inúteis". 

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