PSD está dividido; PSB e DEM são favoráveis ao impeachment

O tempo de liderança do PSD foi dividido entre dois deputados, um favorável e um contrário ao impeachment. O deputado Marcos Montes (PSD-MG) disse nesta segunda-feira (11) que a maioria do PSD vai votar pelo impeachment. Ele ressaltou a crise econômica e afirmou que a presidente Dilma Rousseff “não conseguiu administrar”. 

“O que vivemos é resultado da péssima administração, que está usando dinheiro público para fins pessoais, para fins de eleição. Os piores números econômicos da História”, disse. O agronegócio, segundo ele, pede mudança na condução da política econômica. 

Já o colega de partido, deputado Paulo Magalhães (PSD-BA), declarou voto contrário ao impeachment. “Nesse momento de denuncismo, de delações premiadas, nenhuma delação premiada citou a honorabilidade da presidente da República”, disse. “Ninguém afirmou que a presidente é ladra e, por isso, não podemos permitir a violência à Constituição”, emendou. Para Magalhães, há equívocos e excessos no relatório favorável ao impeachment apresentado pelo deputado Jovair Arantes (PT-GO). 

O líder do PSB, deputado Fernando Filho (PE), negou a veracidade de nota em que a bancada de senadores teria se pronunciado contra o impeachment. Ele leu nota do líder no Senado, Antonio Carlos Valares (PSB-SE), em que o senador diz que a bancada é favorável à abertura de processo contra a presidente Dilma. 

Fernando Filho afirmou que o partido fechou posição favorável ao relatório de Jovair Arantes, que recomenda a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. “Não é por sermos de esquerda que temos de compactuar com tudo o que está aí. Zelamos muito pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que é uma conquista do povo brasileiro”, disse. A posição, segundo ele, é chancelada pela Executiva Nacional do partido, que deve dar o voto sim ao impeachment também no Plenário. Em nota, o partido diz que o impeachment é uma ferramenta legal e constitucional. 

O líder do DEM, deputado Pauderney Avelino (AM), diz que há “indiscutíveis indícios” de cometimento de crime pela presidente Dilma Rousseff. “O crime foi ter desrespeitado o Congresso Nacional ao abusar das prerrogativas quando não tinha cumprido a meta fiscal e não poderia fazê-lo”, disse Avelino, referindo-se à edição de decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso.

Avelino disse que o governo “abandonou” a Responsabilidade Fiscal, com a expansão dos gastos públicos, a queda de juros, o controle inflacionário. “Essa nova matriz econômica também trouxe maior intervenção no setor elétrico, fazendo populismo, dando 20% de desconto na tarifa, para depois da eleição elevar o preço”, afirmou. 

O parlamentar ressaltou ainda o crescimento nas taxas de desemprego e o retrocesso nas conquistas sociais dos últimos tempos. “Aqueles que se impuseram pela fraude nas contas públicas já não têm mais como governar. Estamos reunidos porque o Brasil quer dizer basta!”, afirmou. 

Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade.
Ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Saiba mais