Andrade Gutierrez aponta Jucá como beneficiário de propina

Senador assumiu presidência do PMDB no lugar do vice-presidente Michel Temer

Executivos da Andrade Gutierrez citaram o nome do senador Romero Jucá (PMDB-RR) em relação a um esquema no setor elétrico na Eletronorte, no acordo de delação premiada. Os detalhes teriam sido passados pelos dirigentes da empreiteira ao Ministério Público. O senador teria recebido dinheiro por meio de intermediários. Jucá assumiu a presidência do PMDB na última terça-feira (5), no lugar do vice-presidente Michel Temer. 

O senador Delcídio do Amaral já havia dito que a Eletronorte "atende" aos interesses de Jucá. As informações são de reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

Jucá foi um dos principais peemedebistas que articularam o rompimento do PMDB com o governo, anunciado em uma reunião de votação simbólica e que durou menos de cinco minutos, e atuado pela aprovação do processo de impeachment contra Dilma Rousseff. Nesta semana ele chegou a dizer que o "castelo de cartas ruiu".

Homologada a delação da Andrade Gutierrez pelo STF, as denúncias devem ser analisadas pela PGR, que vai decidir pelo pedido de abertura ou não de inquérito -- que não seria o primeiro contra o senador na Operação Lava Jato. Um outro inquérito apura menção ao senador por Ricardo Pessoa, da UTC Engenharia, também em delação. De acordo com o empreiteiro, o novo presidente do PMDB teria pedido R$ 1,5 milhão em doações para as eleições de 2014 em Roraima, quando seu filho, Rodrigo Jucá, foi candidato a vice-governador, ligado a obras de construção da usina Angra 3.

Jucá confirmou o pedido de doação, mas negou vínculo com a contratação da UTC. A assessoria do senador informou que os recursos em Roraima foram oficiais e que todas as campanhas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral. 

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