Não faltarão recursos para a saúde, garante ministro

O ministro da Saúde, Marcelo Castro, garantiu nesta quarta-feira (16), durante a comissão geral, que não faltarão recursos no Orçamento da União para enfrentar o surto de microcefalia que atinge o País. “Não faltarão recursos porque entendo que este é o problema número 1 que o País tem que resolver. E é evidente que nenhum governo responsável deixara faltar recursos para um problema de saúde pública dessa magnitude”, disse Castro, destacando que esta também é a visão da presidente Dilma Rousseff.

Segundo Castro, o governo federal já reduziu de R$ 34 bilhões para R$ 24 bilhões a meta de superávit primário para 2016, pensando em ações emergenciais de saúde pública.

“A meta de superávit foi baixada para R$ 24 bilhões, que poderão ser usados em caso de urgência para defesa sanitária em saúde. Estamos fazendo todos os esforços e precisamos contar com o apoio e a mobilização da sociedade brasileira. Temos que ir para cima desse mosquito para exterminá-lo”, disse Castro.

Pesquisas

O ministro comentou ainda outras frentes de batalha contra o Aedes Aegypt e as doenças transmitidas por ele. Castro citou testes feitos pela Fiocruz, que estuda a contaminação do mosquito pela bactéria Wolbachia, na esperança de incapacitar o inseto a transmitir doenças tropicais.

“Essa bactéria é uma espécie de doença sexualmente transmissível, ou seja, quando o mosquito entra em contato com a fêmea ele transmite a bactéria a ela, também a incapacitando para a transmissão de doenças”, explicou Castro.

O ministro citou ainda a intenção do laboratório Sanofi Pasteur de vender ao País vacinas contra a Dengue. Ele informou que o laboratório está próximo de conseguir o registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Sanofi Pasteur pediu autorizações em 20 países da Ásia e América Latina e também fará o mesmo na União Europeia (2016) e Estados Unidos (2017).

“A vacina é composta de 3 doses e cada uma delas custa em média 20 Euros. Como são 200 milhões de pessoas é inviável vacinar todos. Então teríamos que definir um grupo prioritário para aplicar”, comentou Castro.