Requião diz que 'pedaladas fiscais' não tiveram impacto na economia real

Ao comentar o parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as contas do governo da presidente Dilma Rousseff, o senador Roberto Requião (PMDB-PR), classificou as chamadas "pedaladas fiscais"  como uma questão de “engenharia financeira” que não teve impacto na economia real e não representou prejuízo aos cofres públicos.

O senador disse que a meta de superávit primário foi uma imposição dos credores do governo, que agem contra os interesses do país em troca de "juros imorais”, o que levou a equipe econômica a buscar meios de driblar essa limitação contábil e manter o financiamento dos programas sociais. 

Para Requião, é de se estranhar que a rejeição das contas de Dilma cause comoção nos apoiadores do impeachment da presidente, pois o parecer do TCU é “mera formalidade”. Ele lembrou que o mesmo procedimento contábil alvo de críticas foi adotado em outros governos.

"Uma questão formal de contabilidade, uma engenharia financeira. Fernando Henrique fez isso, Lula fez isso, e a própria Dilma já tinha feito isso antes, mas ninguém nunca havia considerado isso um erro grave, um crime, uma motivação para impedimento", afirmou.