O Tribunal de Contas da União (TCU) vai adiar, por pelo menos 10 dias, o julgamento das contas da presidente Dilma Rousseff relativas ao ano de 2014, onde estão as famosas "pedaladas fiscais". O julgamento das contas, previsto para esta quarta-feira (7), será adiado para o dia 14, segundo interlocutores.
A manobra procrastinatória do governo de alegar que o ministro relator, Augusto Nardes, não deveria manifestar sua opinião sobre o processo antes da conclusão do julgamento surtiu efeito e, nesta quarta-feira, o TCU irá julgar, em primeiro lugar, se Nardes é ou não suspeito. A tendência é que o TCU rejeite o pedido de suspeição por 8 a 0.
Segundo um ministro do Tribunal de Contas, o ministro Nardes tem feito “movimentos políticos em excesso que desagradam aos demais ministros, mas o tribunal não se sente confortável para julgar suspeição de colegas”.
Para o julgamento das contas, daqui a 10 dias, o governo tenta ainda obter o apoio de dois ministros do TCU, Walton Alencar e Benjamin Zymler. Conquistando estes dois votos, o governo passaria a contar com os votos dos 3 ministros ligados ao presidente do Congresso, Renan Calheiros: Bruno Dantas, Vital do Rego e Raimundo Carreiro.
O presidente do Congresso, como informou o JB, já antecipou aos colegas que não considera prioridade o julgamento das contas e que todos os ex-presidentes e muitos governadores também pedalaram. Renan Calheiros colocará as contas de 2014 no final da fila. Na fila para apreciação existem 12 prestações de contas dos anos de 2002 até 2013.
AGU quer afastamento de Nardes da relatoria do julgamento de contas no TCU