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Justiça nega habeas corpus a José Dirceu e mantém prisão preventiva

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O desembargador João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, negou pedido de liberdade feito em habeas corpus impetrado pela defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e manteve sua prisão preventiva. Ele está preso em Curitiba desde agosto.

O desembargador entendeu que estão presentes motivos para a decretação de prisão preventiva e "indícios suficientes de autoria" dos crimes investigados.

O ex-ministro é réu em um processo da Operação Lava Lato em que é acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, por ter recebido pagamentos de fornecedoras da Petrobras, sob o argumento de que eram para contratar seus serviços de consultoria. Os investigadores suspeitam que esses pagamentos eram propina.

O magistrado entendeu que alguns desses pagamentos foram feitos quando Dirceu já estava preso. Por isso, argumenta que há riscos à ordem pública de que os crimes continuem caso ele seja solto.