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Deputada diz que ex-gerente foi omisso na investigação da SBM Offshore

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A deputada Eliziane Gama (PPS-MA) acusou o ex-gerente de Segurança Empresarial da Petrobras Pedro Aramis de saber do esquema de propina na estatal, mas, no caso da investigação interna dos contratos com a SBM Offshore, de esconder as informações por estar sendo coagido ou induzido para não falar. “O senhor tinha recursos financeiros, tinha o respeito da área por ser um militar, mas o relatório não diz isso”, disse a deputada. “Quem o intimidava?”

Segundo Aramis, não houve qualquer intimidação. “O que houve foi um trabalho que foi feito honestamente e que chegou a uma situação de caracterizar um potencial desvio, mas sem configurar prejuízo material para a companhia, porque em regra os valores estavam alinhados com os preços de mercado”, disse Aramis.

“Não sei se houve prejuízo, o que dá pra afirmar é que houve o pagamento de propina”, disse o ex-gerente da petrolífera.

Propina

A SBM alugava navios-plataforma para a Petrobras e é suspeita de ter feito pagamento de propina de 92 milhões de dólares. A acusação foi reforçada pelo depoimento do advogado Jonathan Taylor à CPI. Ele estimou os valores com base no percentual de comissão que a SBM pagava, no período, ao representante da empresa no Brasil, Júlio Faerman.

Comperj

Em resposta ao deputado André Moura (PSC-SE), que perguntou especificamente sobre prejuízos da ordem de R$ 1 bilhão na construção do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), Aramis disse que isso está relacionado a erros de gestão.“Quando se executa uma obra é preciso prever que todas as partes fiquem prontas ao mesmo tempo, para evitar que algumas partes fiquem prontas antes e acabem se deteriorando no tempo em que as demais ficam prontas”, declarou Aramis.