PF abre inquérito para investigar corrupção no futebol brasileiro

Por determinação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, a Polícia Federal (PF) abriu inquérito para investigar as ramificações no Brasil do esquema de corrupção na Federação Internacional de Futebol (Fifa). As investigações serão centralizadas na Superintendência da PF no Rio de Janeiro.

Cardozo disse que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi informado sobre a decisão. Segundo Cardozo, ele e Janot vão se reunir para acertar uma atuação conjunta entre PF e Ministério Público Federal na investigação.

As autoridades norte-americanas investigam a participação de dirigentes da Fifa e empresários em uma fraude na escolha dos países-sede das duas próximas copas do Mundo (Rússia, em 2018, e Catar, em 2022). No Brasil, as suspeitas recaem sobre contratos de patrocínio e de transmissão da Copa do Brasil assinados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). 

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Foram presas, até o momento, 14 pessoas, entre eles sete dirigentes da Fifa, incluindo o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marin. Todos foram indiciados por extorsão e corrupção pela Procuradoria de Nova York. 

A CBF anunciou ontem (27), em nota, o afastamento de Marin até a conclusão do processo. A entidade também informou que vai "reanalisar todos os contratos ainda vigentes e remanescentes de períodos anteriores". Hoje, o prédio da sede da CBF, na Barra da Tijuca no Rio, batizado com o nome de Marin na fachada, amanheceu sem o nome do dirigente.