Homicídios, latrocínios, roubos e furtos diminuem em São Paulo, diz a polícia

O número de homicídios, latrocínios (roubos seguidos de morte), roubos e furtos no estado de São Paulo diminuiu em abril, em comparação com o mesmo mês de 2014, mas aumentou a quantidade de roubos de carga, roubos a banco e tráfico de drogas em relação a abril do ano passado.

Segundo balanço divulgado na tarde de hoje (25) pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, foram registrados 327 casos de homicídios dolosos (em cada ocorrência pode haver mais de uma vítima) em todo o estado em abril, que fizeram 359 vítimas. Em março, foram 346 casos com 364 vítimas, enquanto em abril do ano passado foram registrados 364 casos com 387 vítimas.

Em abril deste ano, foram registrados 34 casos de latrocínio, dois a mais que em março, mas três casos a menos que em abril do ano passado. Os roubos em geral caíram totalizaram 25.497 casos, uma queda de 7,99% em relação a abril de 2014.

O total de casos de furtos caiu 8,7% em abril, somando 42.014 ocorrências, o número mais baixo da série histórica, desde abril de 2010, informou a secretaria. Já as ocorrências envolvendo o roubo de carros caíram 26,14% em abril na comparação com o ano passado, somando 6.623 casos. Segundo a secretaria, o indicador está em queda há 11 meses no estado.

Conforme o balanço da polícia paulista, em abril deste ano ocorreram 761 casos de roubos de carga, 20 roubos a banco e 3.792 casos de tráfico de entorpecentes, enquanto no mesmo mês do ano passado ocorreram 702 casos de roubos de carga, 14 de roubos a banco e 3.155 de tráfico de entorpecentes.

“Tivemos dois itens negativos: subiram roubo a banco, que passou de 14 casos [abril de 2014] para 20 em abril de 2015; e roubo a carga, que cresceu cerca de 8,40% no estado em relação a abril do ano passado. Mas já podemos perceber uma tendência de queda neste ano: ocorreram 879 roubos a cargas em março e 761 casos em abril. Porém, precisamos confirmar essa tendência de queda a partir dos próximos meses”, disse o secretário de Segurança Pública Alexandre de Moraes, durante entrevista coletiva na tarde de hoje.

Segundo o secretário, o roubo a carga vem crescendo no estado desde 2010, tornando-se objeto de atenção e de prioridade para a secretaria. “Temos dois tipos de roubos a carga. O primeiro é o da carga de conveniência, que ocorre mais na capital e na Grande São Paulo. É o roubo armado, com grande violência e ameaça, mas é aquele roubo que aproveita o momento em que se está descarregando [a carga]. Rouba-se alimentos de supermercados: 36,8% desses roubos são de produtos alimentícios e 10% de roupas. São roubos numericamente grandes, mas de valor agregado pequeno”.

O outro tipo de roubo de carga, explica o secretário de segurança, equivale a um percentual muito pequeno, cerca de 8,2%, e diz respeito a eletroeletrônicos e celulares. Esse é um número menor percentualmente, mas com valor agregado muito maior e ocorre principalmente nos grandes depósitos, em Campinas e na região de Santos, praticado por quadrilhas especializadas, que coloca muito mais em risco a vida das pessoas que estão guardando essas cargas.