Lava Jato: Camargo Corrêa pode assumir culpa em esquema

Os advogados da Camargo Corrêa, envolvida nos escândalos da Petrobras, podem estar ajustando termos para um acordo de delação com o Ministério Público, a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). A empreiteira poderá abrir o jogo sobre a participação do grupo no superfaturamento de obras e pagamento de propinas aos diretores da estatal, mas tal negociação ainda não é formal, segundo o jornal Folha de S. Paulo.

Ao entregar informações sobre o cartel da Petrobras, a Camargo Corrêa ameaçaria “explodir o clube da propina”, como ficou conhecido o grupo de construtoras investigadas na Operação Lava Jato.

>> Com novas provas da Lava Jato, Andrade Gutierrez pode ser declarada inidônea

>> A concentração de renda no Brasil, as heranças e as empreiteiras

>> Estímulo ao roubo: Yousseff pode levar R$ 10 milhões por verba recuperada

Três executivos da empreiteira estão presos desde novembro. Com o acordo, a empresa poderia ter mais controle sobre os rumos do processo. De acordo com a publicação, a Camargo estaria discutindo a metodologia a ser aplicada no cálculo de multas e indenizações, além da delação.

Até agora, apenas a Toyo Setal aceitou colaborar com a Justiça. Mas, o potencial da Camargo é bem maior e qualquer que seja o critério de multa e indenização, por exemplo, chegaria a centenas de milhões de reais.