AM: madrasta que torturou menina de cinco anos é presa

A Polícia Civil do Amazonas prendeu, na tarde desta quinta-feira, uma manicure de 27 anos que era suspeita de ter torturado a enteada de apenas cinco anos. A prisão foi cumprida após a polícia receber os laudos da perícia técnica e dos médicos que atenderam a criança na semana passada, quando o caso veio à tona. O pai da menina, de 26 anos, também foi indiciado pelo crime de tortura, mas responderá em liberdade.

Os laudos confirmaram que as fraturas das costelas e de um dos braços da criança, além dos diversos hematomas pelo corpo, foram provocados por ação humana. "No primeiro depoimento dessa madrasta, ela falou que as marcas no corpo eram decorrentes de uma alergia desenvolvida pela criança toda vez que era picada por algum inseto. Mas os laudos comprovaram que isso não era verdade", disse a delegada Linda Gláucia de Moraes, da Delegacia Especializada em Apoio e Proteção a Criança e ao Adolescente (Deapca).

A delegada ainda relatou outras atrocidades cometidas pela madrasta. "A menina contou que a madrasta a obrigava a comer folhas de plantas que eram esfregadas em suas feridas e a obrigava sempre a tomar banho de água gelada. Se chorasse, apanhava. Essa criança sofreu muito na mão dessa mulher", enfatizou de Moraes.

O pai da menina, que é industriário, sabia de todas as agressões que a filha passava, mas nada fazia. "Era obrigação dele, como pai, não deixar que a filha sofresse tanto assim. Mas como ele alegou não presenciar as agressões, o que foi confirmado pela criança, vamos apenas indiciá-lo pelo crime de tortura. Mas isso não descarta a possibilidade de ele ser preso", finalizou a delegada. 

Relembre o casoNo dia 20 desse mês, o caso foi descoberto pelo avô materno da criança. Ela morava com ele e com a mãe, que tem problemas mentais. No mês de outubro, o avô precisou fazer um tratamento de saúde e foi obrigado e deixá-la com o pai. Na semana passada, quando foi pegar a neta para voltar a morar com ele e a mãe, encontrou-a desnutrida e em estado deplorável.

Foi o avô que levou a garota para o hospital e, lá, os médicos acionaram o Conselho Tutelar e a polícia. A criança permanece hospitalizada no Pronto Socorro a Criança da zona leste sem previsão de alta.