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Supostos líderes do PCC são presos no interior de SP 

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Quatro supostos líderes regionais do Primeiro Comando da Capital (PCC) foram presos na manhã desta sexta-feira, em Araçatuba, Guaraçaí e Penápolis, no interior de São Paulo. A prisão ocorreu durante operação realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) com apoio da Polícia Militar e Polícia Civil.

Os quatro detidos, cujos nomes não foram divulgados, são acusados de controlar o tráfico e de praticar roubos a propriedades rurais da região. Outras duas pessoas foram presas em Araçatuba, acusadas de fornecer a droga para os traficantes do crime organizado.

Uma delas é um guarda municipal de 44 anos, apontado pela polícia como um dos chefes do tráfico da cidade. Na casa dele, os investigadores apreenderam R$ 4,1 mil em dinheiro, dois carros, três motocicletas e aparelhos eletroeletrônicos e celulares.

Com outros suspeitos, os investigadores apreenderam armas de fogo, telefones celulares, notebook, tablets, pen-drives e R$ 586 em dinheiro. A operação contou com mais de 50 policiais militares e civis. Até o helicóptero Águia, da Polícia Militar, foi usado na operação para transportar os promotores de Justiça do Gaeco. que acompanharam a prisão dos integrantes da facção.

No total, de acordo com o Gaeco, foram cumpridos 14 mandados de buscas e apreensão. Segundo um dos promotores que participaram da operação, as primeiras análises nos arquivos das mídias digitais apreendidas já identificaram outras pessoas que participam do esquema de tráfico de drogas, principalmente cocaína na região Noroeste do Estado de São Paulo.

“Essas informações vão nos ajudar a chegar a outros participantes do esquema criminoso”, disse o promotor que pediu para não ser identificado. Por isso, segundo ele, o Gaeco, que vinha investigando os suspeitos há alguns meses, não poderia passar mais detalhes da operação, que havia sido preparada havia uma semana.  Segundo o promotor, o sigilo impedia a divulgação da procedência e da quantidade de drogas vendidas pelo grupo.

As atividades do primeiro dia de operação não tinham sido concluídas até as 17h desta sexta-feira, 14. “Ela ainda vai continuar, por enquanto estamos ouvindo os depoimentos dos acusados e analisando as mídias digitais apreendidas”, disse o mesmo promotor.  Segundo ele, os detidos, vão responder por crimes de tráfico, roubo, associação a facção criminosa e associação para o tráfico.