Paulo Roberto Costa chega ao Rio, onde cumprirá pena em casa

Após o acordo de delação premiada homologado pelo ministro do STF Teori Zavascki, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa deixou a carceragem da Polícia Federal (PF) em Curitiba, no início da tarde desta quarta-feira. Sob escolta policial, ele foi levado em um carro preto da PF até o Aeroporto Afonso Pena, onde embarcou para o Rio de Janeiro. Paulo Roberto chegou à cidade por volta das 16h30 e foi levado primeiramente à sede da PF, na Praça Mauá, no Centro.

Paulo Roberto Costa cumprirá pena em regime domiciliar até ser julgado. Ele será monitorado por uma tornozeleira eletrônica e terá que cumprir regras para não perder os benefícios oferecidos pelo acordo feito com a Justiça. Segundo a PF, o equipamento foi colocado no ex-diretor por volta das 10h.

A advogada Beatriz Catta Preta, que defende o ex-diretor da Petrobras, disse que seu cliente terá proteção permanente da Polícia Federal (PF). 

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“Ele terá proteção ostensiva da Polícia Federal nesse início. Ele ficará em casa, em prisão domiciliar, e só poderá sair de casa com autorização judicial. Se, no prazo de um ano, não houver sentença prolatada nos autos onde corre o acordo [de delação premiada], ele fica em liberdade aguardando a prolação da sentença”, disse a advogada.

Catta Preta acrescentou que, com a decretação da sentença, o juiz avaliará a colaboração de Costa e os efeitos alcançados para o processo. “Ele vai, então, aplicar a pena que, segundo o acordo, tem seu patamar máximo de dois anos em regime semiaberto”, explica.

No cumprimento da pena em prisão domiciliar, o ex-diretor usará uma tornozeleira eletrônica. Costa é investigado pela PF, por suspeita de participação em um esquema de corrupção da Petrobras, e decidiu colaborar com as investigações em troca de redução de pena.