Unicamp tem protesto no 102º dia de greve dos servidores

Em greve há 102 dias, funcionários da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realizaram uma manifestação na manhã desta segunda-feira, nas guaritas que dão acesso à instituição de ensino no interior de São Paulo. A categoria reivindica a retomada de discussões sobre reajuste salarial. O protesto gerou lentidão no trânsito na região.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, 150 pessoas participaram de uma panfletagem nas entradas da universidade. A partir das 7h40, três dos acessos foram fechados pelos manifestantes e o fluxo foi desviado para uma das guaritas, o que deu origem ao congestionamento no entorno da faculdade. O ato foi encerrado às 11h.

O STU afirmou que o objetivo do protesto era lembrar os mais de 100 dias da paralisação e reforçar a cobrança sobre a reitoria, que, segundo a categoria, mantém o posicionamento sobre reajuste zero para os servidores em 2014. Segundo o sindicato, a Polícia Militar acompanhou a ação para ajudar na segurança e no trânsito, mas nenhum conflito foi registrado.

A panfletagem e a dificuldade para os motoristas entrarem na Unicamp geraram congestionamento na avenida Guilherme Campos, principal via de acesso à universidade, e na rodovia Dom Pedro I (SP-65). A Rota das Bandeiras, concessionária que administra a via, afirmou que os reflexos no trânsito começaram a aparecer por volta das 8h. De acordo com a empresa, também em função da chuva e do horário de pico, o trânsito atingiu o auge às 8h30, aproximadamente. Foram registrados 3 quilômetros de lentidão em cada sentido da pista marginal da rodovia.

A concessionária relatou que, por volta das 9h, para evitar que o quadro se complicasse ainda mais, a Polícia Militar fechou os dois acessos da SP-65 à avenida Guilherme Campos. A situação foi normalizada às 10h20 e, às 10h30, não havia mais reflexos do congestionamento na rodovia.

O STU afirmou que a próxima atividade de greve será uma reunião de negociação entre o Fórum das Seis (que engloba representantes da USP, Unesp, Unicamp) e o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp), nesta quarta-feira.