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'O País é democrático', justifica deputado sobre gesto ao lado de Barbosa

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O vice-presidente da Câmara dos Deputados, André Vargas (PT-PR), justificou nesta terça-feira sua atitude ao lado do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, durante sessão para abertura dos trabalhos legislativos em 2014. Segundo ele, não se trata de instabilidade institucional, mas apenas discordância sobre o julgamento do escândalo do mensalão.

"O país é democrático, os parlamentares eleitos e as pessoas tem direito de dizer o que acha e eu entendo que o ministro tem a dizer o que acha, não tem nenhum debate a ponto de desestabilizar as instituições, tem uma divergência de debates", alegou o deputado, reiterando o argumento petista de que a execução das penas foi seletiva.

>> Ao lado de Barbosa, vice da Câmara faz gesto de apoio a condenados do mensalão

Enquanto Barbosa lia sua mensagem ao Congresso Nacional, André Vargas, que estava a seu lado, levantava o punho em riste – a exemplo dos primeiros condenados do mensalão quando foram presos. Em outros momentos, postava comentários irônicos sobre o presidente da Suprema Corte na internet.

"Não temos briga com o Supremo, o que nós temos uma divergência de fundo. Nós entendemos que o julgamento foi político, um crime eleitoral comum foi tratado como o maior escândalo do País, enquanto há uma condescendência com os tucanos", disse o ministro.