Após quase duas horas e meia de negociação na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª região (TRT-4), em Porto Alegre, as empresas de ônibus, sindicato dos rodoviários e prefeitura negociaram uma trégua na greve por 10 dias. Com isso, a circulação dos veículos deve ser retomada com 50% da frota a partir de sexta-feira, e normalizada a partir de sábado. Além disso, será realizada uma assembleia da categoria amanhã, quando serão deliberadas as propostas apresentadas para os rodoviários.
“Vamos conversar com a categoria sobre o que foi que aconteceu, porque é a categoria que manda, e a assembleia é soberana”, disse o presidente do sindicato dos rodoviários, Julio Balan, ao justificar a união da categoria.
Em um primeiro momento, a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), que representa os consórcios que operam o sistema de ônibus se mostraram irredutíveis na negociação, dizendo que só conversariam quando o serviço fosse restabelecido.
Entretanto, após muito diálogo, ficou acordado que o plano de saúde será prorrogado por 10 dias, além de R$ 1 de aumento o vale alimentação, para que as negociações possam ser retomadas.
Já a prefeitura comunicou que o cálculo para um possível aumento da tarifa poderá ser retomado a partir do dia 13 de fevereiro, quando está marcado o julgamento da auditoria que foi feita pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
A impossibilidade de aumentar a tarifa por conta da auditoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE) é apontada como o maior problema na questão do transporte, uma vez que os empresários já reclamam de prejuízos com o atual valor da passagem, além da prefeitura ter anunciado que não aumentaria o valor.
As negociações foram retomadas por 10 dias, e as multas diárias de R$ 50 mil pelo descumprimento da decisão judicial que determinava a operação de 70% da frota em horários de pico foram revogadas nesse período.