Depoimento da Alstom foi limitado, diz presidente da CPI do transporte público

São Paulo – O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo da Câmara Municipal de São Paulo, Paulo Fiorilo (PT), classificou como “limitado” o depoimento do presidente da Alstom do Brasil, Marcos Costa, prestado quinta-feira (28) à comissão. A empresa é uma das acusadas de ter praticado cartel em licitações do transporte público de São Paulo. 

“O depoimento foi limitado. A estratégia da Alston foi não falar ou se esconder a partir daquilo que era possível. [A estratégia foi] dizer que não há absolutamente nenhum fato que fira a ética da empresa. O que, me parece, não ser a verdade, até pelos elementos que foram divulgados, tanto na Suíça, como aqui no Brasil”, disse Fiorilo ao término da sessão.

O presidente da Alstom disse, em seu depoimento, desconhecer a possibilidade de fraudes nos contratos ou de pagamento de propinas para a obtenção de contratos com o governo paulista. A empresa é acusada de formação de cartel nas licitações para a prestação de serviços para o Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A CPI foi instaurada para investigar as planilhas de custo do transporte coletivo da cidade de São Paulo.

"Não temos nenhum caso em que possa haver a possibilidade de cartel dentro da empresa, não vejo indícios de participação nisso", disse. Ele negou ainda que a Alstom tenha se reunido ou trocado informações com outras empresas antes das licitações.