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AM: réus pela morte de policiais são condenados a 267 anos de prisão

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A Justiça Federal condenou, após quatro dias de julgamento, os cinco envolvidos na morte dos policiais federais Mauro Lobo e Leonardo Matsunaga, em novembro de 2010, após confronto armado no rio Solimões, na região oeste do Amazonas. Somadas, as penas chegam a 267 anos de prisão.

Os réus Edgar Amaringo Lomas e Isaac Gady Vasquez foram condenados a 90 anos de prisão pela morte dos dois agentes federais, pela tentativa de homicídio dos outros dois agentes baleados no tiroteio, e por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. 

Gerson Hilário da Silva foi condenado a 37 anos e seis meses de prisão por tráfico de drogas e pela tentativa de homicídio; José Hilário da Silva recebeu 23 anos de pena pelo tráfico de drogas e pela posse ilegal de arma de fogo de uso restrito. Xavier da Silva Pinto foi condenado a 27 anos de prisão por tráfico de drogas e posse ilegal de arma de fogo de uso restrito.

O julgamento começou na manhã de segunda-feira e se estendeu até as 6h de hoje, quando foi lida a sentença. Dois dos réus são peruanos e estavam no barco que foi abordado pelos policiais federais em novembro de 2010.

O crime aconteceu após uma abordagem mal sucedida de quatro policiais federais que aguardavam  a passagem de um grande carregamento de cocaína vindo da fronteira do Amazonas com o Peru. Na madrugada do dia 17 de novembro, o barco onde os traficantes estavam passou pelo barco dos policiais. Após os agentes anunciarem a abordagem, os suspeitos começaram a atirar atingindo os policiais Mauro Lobo e Leonardo Matsunaga, que morreram na hora. No confronto, outros dois agentes foram baleados, mas sobreviveram. 

Depois do crime os suspeitos fugiram e passaram três dias escondidos na floresta, quando foram localizados por uma força tarefa montada pela Polícia Federal. Com os suspeitos foram apreendidos armas de uso restrito e mais de 50 quilos de cocaína.