Espionagem não deverá afetar venda de caças ao Brasil

De acordo com especialista, decisão só sai em 2015, quando o caso já estará superado

Após a presidente Dilma Rousseff e seus assessores diretos terem seus e-mails espionados pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA), a negociação da venda dos caças americanos F-18, da Boeing, ao Brasil poderia ficar abalada. Nos últimos meses, o governo brasileiro deu mostras de que estava tendencioso a escolher os caças americanos, em detrimento dos franceses Rafale e dos suecos Gripen. Os americanos, no entanto, ainda têm chance. 

Na opinião do editor-chefe da revista Força de Defesa e do site Poder Aéreo, Alexandre Galante, a decisão sobre qual dos caças será comprado deve esfriar neste momento, mas por outro motivo: as eleições presidenciais do ano que vem.

“Nos bastidores havia a indicação de que a Boeing teria passado a ser a preferência do governo nos últimos meses, mas sem nenhuma confirmação oficial. De qualquer maneira, acredito que a poeira vai baixar um pouco agora e só em 2015 teremos a decisão, já que ano que vem temos eleições e a Dilma não vai querer dar munição para a oposição criticar a escolha. Até lá, essa questão da espionagem já estará superada e nesse tempo a Boeing continuará a fazer seu lobby, assim como os outros concorrentes” avalia Galante.

Para Galante, se levar em conta o histórico de compras de aviões dos governos brasileiros, os americanos estão à frente dos suecos e franceses. “Pela facilidade de manutenção e pelo baixo preço, a Força Aérea Brasileira (FAB) sempre teve preferência por aviões americanos”, afirma. Porém, Galante ressalta que a FAB já se manifestou à favor de caças em que possa participar da produção, com transferência de tecnologia. Neste caso, a melhor escolha seria pelos caças suecos Gripen NG, da empresa Saab, que ainda estão sendo desenvolvidos.

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